Já que eu estava no sul do país, e de carro, não custava nada ir ate Ceske Krumlov, uma das cidades checas mais conhecida por sua beleza. Sem expectativas lá fui eu averiguar o que o destino me reservava.



A cidade medieval que parece sair de um conto de fadas impressiona por sua beleza, não só a mim, mas a todos os chineses armados com seus paus de selfies. Logo que passei um dos portões principais de entrada entendi porque as fotos eram tão disputadas em qualquer vista ou ruela.

Comi um sanduíche sentada num café ainda fazendo parte da muvuca que curtia o domingo, mas depois, como de costume, para me conectar me desprendi da massa e fui atrás da minha Ceske Krumlov.
Beirando o rio Moldava, ou Vltava (em checo) encontrei um percurso pitoresco sem pessoas e com vistas realmente de tirar o fôlego. Quando cheguei à margem fiquei impressionada com a quantidade de caiaques, botes e pessoas que remavam; não é pra menos, o rio faz um sinuoso S pela cidade tornando o passeio pela água 360 graus bonito.


Não só botes e caiaques, passaram duas ou três pranchas de stand up paddle. Será?

Continuei caminhando no sentido contrário do rio quando quando me deparei com um monte delas.
“Olá, como funciona?”
“Voce pode escolher o passeio curto ou o longo; um é apenas até a cidade acabar, o outro você pode ir até a próxima cidade Zlata Koruna.”
“Mesmo!?” Meus olhos brilharam.”E quantos quilómetros isso são?”
“Quinze.”
Ptr o senhor que me atendeu fabrica pranchas de SUP, e organiza tours pela republica checa, muito familiar.


“Eu faço isso por hobby.” Apaixonado por surf, mountain biker e já foi da seleção nacional de natação. Seu filho, que também me atendeu não fica atrás, campeão nacional de esqui, wind-surfista. Super simpáticos, me explicaram com detalhes onde eu deveria tirar a prancha da água. “Lembre se ajoelhe nas corredeiras.”


Sair da cidade foi uma das coisas mais divertidas, existe uma passagem especifica para os botes que parece um escorregador, a prancha pegava velocidade e no final embicava na água a toda velocidade, me arrancou gargalhadas!

Eu achava que ia pegar um congestionamento de embarcações só no trecho da cidade. Que nada! Fiquei maravilhada com a quantidade de botes e caiaques que estendeu se pelo rio afora. Familias, amigos, namorados, botes, caiaques, as vezes uns amarrados uns aos outros enquanto a turma toda cantava. Poucos realmente remavam, a maioria curtia a leve correnteza que ajudava a todos.


Há lugares nas margens para acampar, com pequenos bares e pontos de comida, existe estrutura no meio da natureza.




Foram quase duas horas de remo, e pronto estava na margem onde combinamos. Não demorou muito depois que liguei Ptr chegou para me levar de volta para a cidade encantada. Que dia!


2 Responses
Que sonho. Que delicia encontrar pessoas que amam o que fazem como vc ! Magia atrai magia !!! Bjs bjs bjs
Que sensacional , igual a Rio Dordogna, tinham essas passagens também e o Rio leva a gente. Mana, que viagem. Essa pode entrar na nossa lista, né? Te amo