Os quase 100 km da Expedição Dourada!

As nossas manhãs foram marcadas pela “tentativa e erro” de achar um caminho que nos levasse ao rio logo depois da barragem. As maiores aventuras do dia parecem que serão sempre essa: colocar e tirar o caiaque da água.

Estou maravilhada com a nossa equipe de apoio: Rui Simonetti topou vir com a gente para essa aventura dois dias antes, mas por sua eficiência parece que ele já programava tudo ha meses. Está sempre de bom humor, Rui abrilhantou muito a expedição dourada.

No primeiro dia começamos a remar depois da barragem de Miranda do Douro após uma longa luta para entrarmos na água.

O mais divertido do dia foi sair da água junto a barragem do Picote, algumas barragens estão em obra e sem acesso nenhum tivemos que escalar um paredão de 10 metros com areia solta. Demoramos um bom tempo para ancorar o kayak nas árvores e levá lo de pouco em pouco para cima. Nos três ficamos esgotados!

O kayak voltou para água depois da barragem e com mais três horitas de remo chegamos a barragem de Bemposta.

O Joao comportou se extremamente bem, é até irritante sua maneira de aprender qualquer nova modalidade; no que se trata de esporte ele nasceu sabendo tudo. Eu dei algumas pequenas dicas e pronto!
Claro que a expedição só se tornou possível porque temos o caiaque da Sipre, especialmente projetado para expedições. Eu remei na frente e fui “dirigindo”, o conforto da manobra ao alcance dos pés é completamente diferente dos caiaques oceânicos que remei.
E o que ele desliza então?! A gente adora parar de remar e ouvir o silencio do k2 cortando o rio.

Segundo dia: demoramos quase duas horas p achar a trilha que descia para o rio. Entramos na água após a barragem de Bemposta e fomos rumo a barragem de Aldeadavila. A região do rio Douro internacional que ainda estamos eh inóspita, de um lado a Espanha e do outro Portugal. Paisagens espetaculares. Remamos quase até as 14.30 quando eu ligo o radio
“Alo galinha d angola falando, urubu na escuta?”
“Urubu careca na escuta, siga galinha dengosa! Vá ate uma bandeira vermelha”

Lá estava Rui a nossa espera, a gente já tinha estudado o terreno no Google earth e já sabia que teríamos que sair do rio um pouco antes de encontrar com a barragem, caso contrário ficaríamos presos.

Não conseguimos ver a barragem mais alta de todas. Nossa transição foi eficiente paramos num vilarejo próximo Bruçós nos abastecemos de sorvete e azeitonas e descemos para entrar no rio novamente.

Eu já estava quebrada com os 25 km da jornada matinal e sabia que pela frente ainda teríamos mais três horas de remada. Foi duro mas lindo e divertido, principalmente nas horas que batia o desespero ai dava aquela bobeira geral. Saímos da água ao anoitecer:
“Macaco na moita chamando Orangotango”
“Orangotango na escuta prossiga!”

Santo radio! Possibilita localizarmos Rui na margem. Bem perto da barragem de Saucelle termina o segundo dia de expedição. As quatro barragens sem eclusas já foram daqui para frente a história muda!
Fiquem ai!

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