Terceiro dia da Expedição Dourada

Entrar na água em Barca d’alva foi fácil, difícil foi começar a remar. O peso do remo já não é o mesmo do primeiro dia. Agora estamos sentindo o esforço acumulado dos dias.

Hoje saímos do rio internacional, a paisagem mudou completamente. Os enormes paredões selvagens deram lugar a morros cobertos por videiras e oliveiras de beleza tão estonteante quanto. O paraíso inóspito deu lugar a pequenos e simpáticos vilarejos e também lindas quintas.

Fizemos varias paradas, os braços começavam a queimar e pronto era o suficiente para deixarmos de remar por alguns minutos.
Tínhamos programado para chegar na barragem perto da uma da tarde. Plano dentro da programação, Rui esperava a gente na barragem do Pocinho. Sorte nossa! Porque tínhamos olhado a hora da eclusagem errada! Tiramos o caiaque da água e fomos almoçar em Foz Côa.

Depois de comer decidimos que iríamos seguir viagem, agora sem apoio. “Yuhu!” comemorava João “Agora começa a viagem de macho”

Para a gente que esta acostumado a fazer as expedições em autonomia foi um luxo ter o Rui durante três dias. Agora era hora de abastecer o Svalbard, nosso caiaque com todos os mantimentos necessários para seguir viagem.

Começamos a remar no fim da tarde e antes de ficar escuro já ligamos os radares para achar algum lugar para pernoitar.

As vezes me assusta a maneira com que as oportunidades aparecem na nossa frente. Uma placa nos indicou o caminho; uma marina escondida, um restaurante perto, um perfeito lugar para montarmos a barraca: protegido, coberto pela ponte do trem, plano e com uma vista digna de um hotel cinco estrelas, como se não bastasse, a lua crescente nasceu para abrilhantar ainda mais o cenário. Assim sob um céu estrelado numa margem em freixo de Nunao termina nosso terceiro dia de canoagem.

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4 Responses

  1. grrr ui grrr ai ui ai ai grrr ai grrr ui ai grrr
    … a Invenja apoderou-se de mim !!!

    Tenho de arranjar um kayak, ou a solo, ou com companhia [alerta a possíveis interessadas(os)], para fazer da Barragem do Pocinho até à Foz do Douro – Freixo. Coisa para 170Kms, + ou -.
    Quem sabe?
    Se calhar, está mais perto da realidade do que eu próprio imagino.

    Voltando ao passado, só consigo definir aqueles dias na companhia do João e da Luci, com 6 letras:

    !!! A D O R E I !!!

    Beijos e Abraços para todos os Urubus Carecas, Águias Dançantes, Macacas Sonecas, Minhocas Sem Braços, e outros, que se aventuram por este Mundo fôra.

    Obrigado João & Luci!

  2. João Luci,

    Quando eu fôr, V.s também vêem !!!

    Logo se há-de de arranjar alguém para o "meu" lugar !!!

    Já comecei a "furar" os ouvidos de possíveis "voluntários" !!!

    Obrigado João & Luci

  3. Rui
    Claro que vamos com vc! E pelo visto muito mais gente alinha na proxima expedição dourada, e sabe quem vai ficar no seu lugar…
    o Ismael… 🙂
    beijinhos

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