Dezembro pode ser mês de fugir do inverno português e correr pra família do lado de cá.

De volta à Ilha. Parece que foi ontem que estávamos nos aventurando por aqui, mas não. Ontem já são quase dois anos. What?!
A gente bem que tentou um mergulho; o mar não estava para peixe. Segundo o Tom, um dia ruim de mar, é melhor que um sem.

Peixe fresco. Suco de amora. Amora amora, orgânica, do pé mesmo. Deixando o paladar sorrir com o que me traz de volta; pão de queijo, a água de côco, palmito, manga.
As aventuras sempre começam no quintal de casa.

“Vamos ali buscar água?”
A nascente esta embrenhada na mata, mata atlântica. E se a caminhada for 2 km/h é porque tem trilha, a progressão é lenta. Tenis meião e calça. Manga longa, obvio. Verão é a temporada de cobras, é preciso estar atento.

A bio diversidade da selva tropical encanta. Cada vez descobrimos algo novo que nos chama atenção.

A trilha acompanha a cachoeira, e no ritmo que seguimos ainda andamos um bom tempo até achar o melhor ponto para nos abastecermos de água fresca.

Mas quando chegamos lá, queremos mais: “Vamos até a gruta?”
Em tempos de pandemia, ou foi antes? O Tom descobriu uma cachoeira no meio de uma gruta de uma proporção difícil de explicar.
“Vai demorar mais uma hora!”

Para chegar lá, a trilha desaparece, andamos muito tempo como rãs saltando de pedra em pedra pelo meio da cachoeira, e quando desviamos para a mata não melhora muito a coisa; cipós, bromelias, bambus. Escala, rasteja, pula.
Mas olha isso:

O banho de água gelada refresca o calor. A beleza da gruta faz valer o esforço.
A gente volta e por aqui, macacos fazem a festa. Êh Brasilzão, como é bom estar em casa!


