SUP 11 remando em outra dimensão {Day 4}

Total do día 20,5k 3h57

Dia de voltar para a Koh Chang. Ritske faz um briefing rápido da ilha que iremos parar para o almoço.

“Follow the boat.”

Eu já tinha estudado o mapa, sabia exatamente o azimute que deveria seguir para chegar em Ko Laoya.

Felizmente a manhã estava sem vento, o sol em compensação já anunciava o escaldão.

Os primeiros dois quilómetros com Aukije e Janneke, fomos conversando um pouco, enquanto os outros atletas se afastavam acompanhando o barco, que seguia em direção a Ko Wai, uma das ilhas que almoçamos anteontem.

A direção reta não passaria por essa ilha, resolvi seguir direto, me afastando cada vez mais de todos.


Entrou um pouco de vento e o mar ficou mais ondulado.

O barco de apoio com Edwin e Marije me acompanhava. Os dois pequenos barcos de apoio são bem barulhentos e queimam diesel. Era o momento de pedir sossego.

“Marije! Estou me sentindo super protegida! Vocês podem ir! Não se preocupem comigo eu sei exatamente para onde devo remar.”

Demorou um pouco para eles se convencerem que poderiam me deixar sola naquela imensidão 2D.

É muito louco remar no mar quando a distância é muito longa, as ilhas ficam todas em 2D; não dá para saber se é uma ilha, duas. Tudo se compacta num único horizonte.

A paisagem só vai ficando 3D a medida que a gente se aproxima mesmo de alguma ilha, o que está longe continua indecifrável.

Foram mais de 10 quilómetros assim, num limbo em que a paisagem não muda. Com a sensação de estar sempre remando no mesmo lugar.

Com 12 quilómetros mais ou menos, o vento parou totalmente e o mar ficou um espelho. Wow!

Eu via a distância os outros barcos e atletas atravessando no sentido em que eu ia; para a ilha do destino do almoço. Mais uma vez percebi que a estratégia do azimute deu certo novamente.

No quilometro 13 já perto da primeira ilha, sem vento nenhum, naquele mar incrivelmente verde uma tartaruga nadava perto da minha prancha.

Com quase 13k o barco de apoio do Jesse me esperava para indicar a travessia entre as duas ilhas.

“Brasil, lalala lalalaaaaa!” Quando não tem música eles cantam. São os melhores incentivadores que há.

Quando o barco seguiu, sozinha entrei no mar, tentando absorver todo aquele entorno paradisíaco.

A praia onde o barco grande esperava para almoço era muito linda. Aí após o almoço prolongou se a parada e todos ficamos curtindo aquela água quente e paisagem deslumbrante.

Todos felizes achando que efetivamente hoje seria um dia sem vento. Quanta ingenuidade.

Largamos ainda sem perceber que no minuto que saíssemos de trás da ilha o vento estaria como ontem. Fala sério!

Ainda bem que seriam apenas 5k. Tineke e eu ainda tivemos ajuda do barco que ficou uma boa metade do percurso nos protegendo do vento, assim conseguíamos pegar um vácuo.

Os dois últimos quilómetros foi mais uma batalha final, mas com a recompensa de sempre; massagem! Yeah!

Hoje ficamos num resort de pescadores locais construído sobre palafitas. Muito legal!

Um acumulado de quase noventa quilómetros de paddle termina o nosso quarto dia.

Amanhã ainda tem o capítulo final!

Boa noite!

RELATED POSTS

5 K Dopey Challenge

A minha mala de mão, despachada no portão de embarque, foi esquecida na França. Nela,

LEAVE A REPLY

One Response

  1. Mana!! Você é pura inspiração!!!! Guerreira, valente e destemida, vai lá e faz acontecer!!! Parabéns por mais essa conquista!!!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

@FLOWERPEOPLETEAM

COME WITH US!

PARTNERS