
Em 2009, no auge da minha performance talvez? A Chris e eu ganhamos o sexto estágio. Essa vivência marcante deixou o percurso vívido na minha memória.
“Bom dia! Último Dia!”

É minha praxe estar melancólica num último dia de competição em estágio; lembro de tantas provas com a Dri; que nosso estado de espirito acaba por influenciar a performance . Agora imagina, o último dia EVER de uma competição que tanto fez parte da minha vida. Amanheci com o coração apertadinho.

A largada é mais cedo que o habitual porque hoje, mesmo sendo o ultimo dia, não tem moleza nenhuma. São 36 quilómetros com 1400 de altimetria. Tiro selfies com alguns que fizeram parte da minha semana. Henry, Cory, Margareth…

Hey ho!

A parte nova do percurso é essa primeira subida pela montanha que não existia antigamente. Vail cresceu muito desde os primeiros anos da TRR, então, cruzar a cidade correndo, deixou de ser uma alternativa.

Aí, adiciona-se um detour pela montanha que já vem com o combo “toma marretada” logo de saída.

O dia está lindo, mas pouco respirável; alguma queimada deixa o ar ruim e a luz com cara de fim de tarde.

Sigo caminhando e subindo. Bem consciente e grata do presente. Hora de comemorar os 18 anos de Transrockies, em que mais de um terço deles passei voluntariando e competindo.

Cruzo a I-70 com destino a trilha que subi algumas vezes com meu pai no inverno.

A mesma subida que em 2009 fiz correndo com a Chris! Misericórdia, eu aqui lutando para caminhar.

O visual a medida que vamos zigue zagueando vai mudando. Lindo demais!


Bosques de Aspen trees que parecem saídos de contos de fadas. Eu paro para abraçar uma árvore.


Continua a subida até o primeiro check Point. Reabastece, agradece os staffs pela semana e tantas outras e segue.


Na descida encontro com a Judy Galloway, nos abraçamos. Essa sim, tem quinze Transrockies “on the belt” e todas como corredora! Na descida alterno o ritmo, mas correr hoje para mim está bem difícil.


Pouco antes de chegar no Checkpoint 2, não consigo conter o choro. Seria a última vez que o Checkpoint 2, aquele que trabalhei tantos anos, estaria ali. A última vez! A última vez que cruzaria com o Florida Joe gritando “Water, electrolytes!”

E a Kyleigh então? A vida todinha dela teve Transrockies. Aproveito para mais um abraço e tiro uma selfie. Me reabasteço talvez em líquidos não o suficiente pelas largrimas que derramo. Saio dali aos prantos.

Esse trecho final, foi muito chorando. Se o meu ritmo já estava ruim, imagina como ficou.

Com destino a Avon, onde num dos cruzamentos encontro o Ryan. Sim, chorei de novo.

E ai depois de passar no ultimo Checkpoint começa a subida final. Andando já sem me preocupar com nada do ritmo.

Subimos até a estação de Beaver Creek. Onde embaixo do pórtico, após sete horas (ui!) termina o último dia da última das últimas Transrockies run! Tantas histórias, perrengues e vivências que nessa edição condensei, consolidei, revivi, celebrei.

Obrigada Transrockies pelo colorido vivido! Espero encontrar os amigos em outras esquinas e altas montanhas desse mundão. Love!



One Response
Quero tanto um livro teu com todas as tuas aventuras♡
Obrigada mana, por me fazeres voar até às tuas viagens e vivências ♡