

Fomos de van para a largada em Redcliff.
Aguenta o friozinho da manhã. Agora é encarar os últimos dois dias e o sofrimento. Sim porque ele virá!


Largamos, e logo estamos no sentido contrário daquele plano longo do final de ontem.

Caminhando e trotando, já entendi que assim serão meus últimos dois dias.

Para driblar o sofrimento nada como ir puxando papo com os corredores de mesmo pace. Ou até uma parada para dançar com o imperador romano no meio do caminho. Porque não?

Cory passa por mim, pergunta como está meu pé, e segue. O pé está ótimo, já meu ritmo passou a ser dos últimos, e tudo bem. “Eu só não posso perder a massagem.” O objetivo de tempo de hoje era esse; não perder o horário da massagem.

O dia está incrível, e as vistas são maravilhosas.

Meu pace está parecido com o de Paul, novo amigo.
“How are you?”
“Tired!”
“Não, você não pode dizer isso, porque seu corpo escuta. Você tem que responder: AMAZING!”
Vou perguntar de novo. Sua segunda resposta fo seguindo meus conselhos, e daí tudo passou a ser A M A Z I N G.

As trilhas era amazing, as vistas eram amazing. E ai dos outros corredores se eles não respondessem que estavam Amazing!


Da última vez que estive nesses lindos bosques foi quando vi urso, em . Dessa vez com tanta gente. passando na frente, dificilmente teria a mesma sorte. Mas isso não é Amazing? Olha esse visual!


Mais para frente numa passada ritmada alcancei Michel, um corredor do Mexico. Ainda a distancia já comecei a gritar.
“Mexicoooooooo!”
“Brasillllll.”
“Amaaaaazing!”

Já estamos quase no Checkpoint 2, depois dele é descida até o final!

Ainda era preciso “desescalar” um calhau numa trilha técnica porém bem curtinha.

O checkpoint 2 já é no alto das montanhas de Vail. Paro tempo suficiente para me reabastecer. E sigo correndo com Michel.
Passando por lugares onde, outrora, estive esquiando.

“Simone!” Lembrei da Si, porque originalmente eu iria fazer dupla com ela e estaríamos aqui correndo juntas, mas com tantos acontecimentos desse ano, acabou que os planos tiveram que ser ajustados. Eu disse que iria correr com uma bonequinha na mochila, que também nos preparativos ficou para trás. Mas tinha uma menina que corria como eu gostaria e toda santa vez que eu cruzava com ela eu lembrava da Si. “Posso tirar uma foto?”

Na descida, o nível “amazing”, já tinha se multiplicado e o estado enérgico de “estar com a macaca” (era assim que minha mãe chamava quando as gargalhadas e brincadeiras ficam inacabáveis. Quando a exaustão é tanta que vira bobeira. Seguimos num trote e caminha brincando com tudo e com todos.

Aqui me sinto mesmo em casa, quantas vezes por esses trilhos cheios de neve passamos em família. E o trilho que zigue zagueamos é um que meu pai adorava descer.

Tiro a foto da pista verde e mando mensagem saudosa.

Aproveito para fazer um ao vivo no Instagram e pedir ajuda aos amigos de plantão. Mais risadas.


Olha essa placa hahaha: Slow Zone!


E assim, lenta mas nessa vibe e diversão termina mais quase outra maratona, que passou divertidamente e com treze minutos de sobra antes do horário da massagem.
Abraço na minha amiga Judy Galloway, 72 anos, que está na sua 15a edição de Transcokies como corredora! Isso sim que é amazing!



One Response
you are amasing mana♡ love you♡