Distancia percorrida 25 k * Horas de viagem 8
A noite no “nosso” albergue não foi das melhores. Para mim foi sempre uma escolha; o ataque das melgas* (há quatro anos que deixei de ser atacada por pernilongos* e passei a ser atacada por melgas) ou o calor, quando cansava de um ficava com outro. Mesmo com a noite mal dormida o corpo novamente se refez.
O dia estava encoberto trazendo mais introspeção. Adoro um dia cinzento no meio de ensolarados. Ali estava caindo mesmo bem. Silêncio.
Logo paramos num albergue para tomar café da manhã. Enquanto Bárbara conversava com Binelde, um artista angolano que está fazendo Lisboa – Paris a pé, eu fiquei de dengo com um gatinho sem vergonha que sentou no meu colo e não quiz sair mais.
A gente carregou na quilometragem do caminho nos dois primeiros dias para poder aliviar nos últimos dois, e sem o volume anterior não houve o “bêbadas de cansaço”.
Quando a barriga dá horas, Bárbara pede, Santi manda; um espaço delícia para almoçarmos, e ainda conseguimos tomar uma sopa! As senhoras do Buen Camino nos receberam com muito carinho, e quando eu resolvi dançar alguma música dos anos 80 que tocou, elas entraram na dança! Life is good!
Achamos um albergue novinho no centro de Padrón, aberto há um mês. Esse não tinha camas isoladas e nem distanciadas, mas estava relativamente vazio, no nosso corredor ficamos só as duas e tratamos de abrir a janela.
Como nos sobrou horas fomos para uma yoga beira rio. O jantar foi algo que já tínhamos planejado de antemão. Casa dos Martínez! Para os peregrinos de plantão esse é um restaurante Michelan (sem preço de Michelan) imperdível! É uma sala decorada com talvez seis mesas? A comida estava uma delícia, e o vinho hoje fez o que o caminhar hoje não nos fez; finalmente bêbadas!


