Quando fiquei sabendo que seria a ultima edição da Transrockies Run não tive dúvidas em me escrever. Uma mão não conta a quantidade de memórias e de edições que participei.
Na segunda edição da prova em 2008 fui Staff e decidi que voltaria no ano seguinte para competir. Dois mil e nove talvez tenha sido o meu ano mais forte de atleta amadora de competição.

Ficamos em 3 na categoria 80+, naquela época a prova só aceitava duplas. Voltei em 2011 e já na categoria solo competi 3 dias e trabalhei os outros 3.

Voltei muitas outras vezes para ser staff na minha função predileta; abraço de urso nos corredores no meio do percurso.

Trocava meu crédito trabalhado por competições de bike da mesma organização: Transrockies bike e Singletrack 6. Assim quase duas décadas se foram entre competições e trabalho numa das provas que mais alma tem.
Seria impossível não participar de 2025; a festa e celebração final.

“I just want to celebrate another day I’m living, I just want to celebrate another day I am alive!”
A música da Transrockies anuncia a abertura. Aqui ouvindo sou invadida por um turbilhão de memórias. Oito anos. Oito de Transrockies run, sem contar com todos os outros de bike!
Quando cheguei para fazer o check in reencontrei tantos amigos; já começaram os abraços e o choro.

Será una semana agridoce, mas como lembra Aaron o criador da Transrockies “mais doce!” porque temos a oportunidade de viver intensamente uma última vez.
É um privilégio estar aqui. Na cerimónia de abertura Houda, o diretor de prova, homenageia algumas pessoas que fizeram parte da história, eu estou entre elas.

Já abro um discurso em frente as centenas de corredores dizendo que sim, estou chorando e provavelmente farei isso pelos próximos seis dias! e claro, abraços serão compartilhado são longo da semana.
Correr será apenas uma parte da comemoração.

Não sei mesmo como meu corpo irá responder; nessas últimas semanas parece que tudo saiu do prumo. Assim o foco, volta pra onde ele nunca deveria deixar de estar. Diversão. Comemorar a vida com a intensidade e consciência do presente que é o presente.
Quanta beleza há na finitude!
Transrockies run, let’s do this final dance!



One Response
Luliiii! que lindos relatos! cheio de uma emoção contagiante! Diversão e free hugs