
O terceiro dia volta com a quilometragem carregada. Quase uma maratona. Misericórdia.

Acampamento no campo de futebol em Leadville.

A Mirna veio visitar, ela correu alguns anos que eu fui voluntária. E já que estamos na despedida final, cá estamos.

Mas vamos à incrível largada na rua principal de Leadville.
A cidadezinha do velho oeste, filmes de bang bang. Seu histórico marca a corrida do ouro e da prata, fundada em 1877, tornou-se um dos centros de mineração mais importantes do país. Após seu declínio com o fechamento das minas, um mineiro local teve a brilhante ideia de criar competições extremas esportivas para atrair turistas. Transformar a cidade num destino de aventura, gerando trabalho. Assim, em 1983 nasceu a Leadville 100 (milhas), a mítica corrida de trail run, que fez com que Leadville, em pouco tempo, se transformasse na meca do endurance.

Bora largar!

Depois de dois dias, eu, sem muito treino de dias seguidos de corrida, comecei a sentir. Os primeiros metros já estavam custando.

Antes mesmo de sair da cidade, Roxanne já estava animando a turma enquanto segurava o transito.
“Ah para tudo! LEADVILLE, estamos a mais de 3.000 acima do nível do mar.”
What? Sim, Leadville é a cidade mais alta dos Estados Unidos. Foto!

Depois de algum tempo de asfalto entramos na trilha.

Encontrei com Henry, o senhor mais velho da prova. Setenta e dois anos. perguntei se ele estava tendo um bom dia.
“Todo dia que saímos da cama é um bom dia!”

Altimetria puxadinha e dia longo…

Mas aqui ainda conseguia correr e caminhar, alternando conforme o terreno.

Encontrando com amigos na prova.

Até a Marti e o tão amado Checkpoint 2.

Daí em diante, a coisa só piorou!

A gente entra na famosa Continental divide trail. O trecho é mesmo muito bonito, mas meu corpo já não estava respondendo mais, a beleza estava parcialmente comprometida.


O final do terceiro dia, eu lembrava dele (crystal clear); um plano e retão never ending!
Aqui meu pé doía muito, eu segui caminhando. Trotar já estava inviável.

“Luli, what are you doing here?” Cory vem num passo mais rápido que eu. Seguimos juntos:
“Quebrei!”
Logo chegamos no Checkpoint 3. Ele ia esperar o irmão dele, eu resolvi ficar também.
“Quem está com pressa?”
Aproveitei para tirar foto e abraçar os voluntários mais animados do abastecimento pirata. Reabastecer.


Ai os cinco quilómetros finais, da até para enxergar o acampamento. E não chega nunca.
Eu fui de braços dados com Cory e o Ryan. às vezes corríamos porque o Ryan (que fazia a transrockies pela primeira vez) queria correr. “Não acredito que você está com essa energia toda!”
Ainda bem que encontrei com eles, que acabaram por transformar o sofrimento em diversão.

Quase sete hora de prova. Misericórdia. Um quilometro antes da chegada, Wesley que aguardava os dois ansiosamente se juntou, veio correr e terminar a prova com a gente.
“Quando chegarmos temo que pular no lago! E sim, os quatro!”


A água estava congelante, mas foi a maneira mais incrível de terminar o dia! 3 down!


One Response
Será impossível calculares a quantidade de pessoas que conheces em todas as tuas aventuras, mas quase juraria que todos se lembram de ti ♡ se tivesess que fazer um top 5, quais foram os que mais te marcaram e porquê?🥰🥰